Archive for the 'merdas' Category

A verdade sobre o mundo acadêmico

Recebi este texto por email, de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas quem tá escrevendo monografia / tese / dissertação como eu já deve ter se tocado de que é a mais pura verdade…

* * *

Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:

– Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

– Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

– Hummmm… e qual é o tema da sua tese?

– Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:

– Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!

– Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.

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Dirigir é uma arte!

Se me permitem um post do tipo engraçadinho (ou, como se diz em linguajar internético: LOL), gostaria de compartilhar um vídeo que recebi hoje por email. Detesto emails de piada, mas vi esse e desatei a rir! Mulheres no trânsito:

OK, elas podem até cometer, digamos, algumas “gafes” no trânsito, mas enfeitam nossas vidas e moram em nossos corações! ♥ </brega mode off> Além disso, minhas caronas mais habituais são mulheres que dirigem muito bem, e sou profundamente grato a elas!

Desiderata

Momento, digamos, inspirador no blog. Acho que não chega a cair na pieguice. Culpa do Bagre, que uns dias atrás andou falando neste poema:

desiderataofhappiness

Caminha placidamente em meio ao ruído e à pressa,
e pensa na paz que pode existir no silêncio.

Mantém boas relações com todas as pessoas,
a qualquer preço, menos ao da tua abdicação.
Fala a tua verdade com serenidade e clareza;
e escuta os outros,
mesmo os enfadonhos e os ignorantes,
porque eles têm a sua história.
Evita as pessoas espalhafatosas e agressivas,
elas causam vexames ao espírito.

Se te comparas aos outros,
podes tornar-te vaidoso ou amargo,
porque sempre encontrarás pessoas de mais e de menos importância que tu.
Deleita-te com as tuas realizações, bem como com os teus planos.
Conserva-te interessado em tua própria carreira: por mais humilde que ela seja,
é um real bem em meio às fortunas transitórias do tempo.

Sê cauteloso em teus negócios;
porque o mundo está cheio de trapaças.
Mas não permitas que isso te faça cego às virtudes:
muitas pessoas lutam em prol de altos ideais,
e por toda parte a vida está plena de heroísmo.
Sê tu mesmo. Especialmente, não finjas afeições.
Nem sê cínico no amor,
porque, apesar de toda a aridez e desencanto,
ele é puro como a relva.

Aceita com indulgência o conselho da idade,
renunciando com graça às coisas da mocidade.
Alimenta a fortaleza de espírito para que ela te sirva de escudo contra uma súbita desventura.
Não te angusties, porém, ante coisas imaginárias.
Muitos medos nascem da fadiga e da solidão.

À parte de uma saudável disciplina,
sê bondoso contigo mesmo.
És um filho do Universo,
não menos do que as árvores e as estrelas
tens o direito de estar aqui.
E quer compreendas isso quer não,
o Universo vai se expandindo como deve.

Vive portanto em paz com Deus,
seja qual for a idéia que dele tenhas.
E, sejam quais forem teus labores e aspirações
na ruidosa confusão da vida,
procura ficar em paz com a tua alma.

Com todas as imposturas, lidas servis e sonhos desfeitos,
este é ainda um belo mundo.
Sê cauteloso: esforça-te por ser feliz.

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PQP! [UPDATE]

Sabe quando você não tem a MENOR NOÇÃO do que fazer? De como proceder? Quando você sente que tem uma puta oportunidade nas mãos, só que ela está fugindo e você não sabe como fazer para segurá-la?

Vou tentar fazer todo o possível, mas, pra falar a verdade, acho que tô mesmo fodido.

Depois eu explico direito o que é. Ou não. OK, vamos lá. Não é nenhum segredo mesmo, e, enquanto eu não falar disso para deus e o mundo, não vou conseguir esquecer o assunto e me concentrar no trabalho.

study.

Crédito da foto: billaday

No começo do ano, prestei um determinado concurso público, para um certo órgão do Governo Federal, aqui em Brasília. Fui aprovado em 112ª colocação, de 150 vagas. E hoje recebi um email, convocando-me para o curso de formação, a se realizar entre os dias 25 e 5 próximos (25/5 a 5/6, sendo específico). Seria uma ótima notícia, e eu estaria exultante, não fosse um problema: o cargo exige nível superior, e eu só concluo a faculdade no final do ano. O diploma, só recebo ano que vem, em janeiro. Não posso, portanto, tomar posse – algo que eu gostaria muito de fazer. E não me ocorre nenhum jeito de tornar isso possível.

(Não é que eu sonhe com o cargo para o qual fui aprovado, ou em trabalhar no órgão em questão. Simplesmente não agüento mais essa vida de faculdade e estágio, e dar uma mudada seria deveras interessante).

Vou fazer o curso de formação – para ele, não é preciso comprovar ter curso superior completo. Depois dele é que não sei como ficam as coisas. Espero sinceramente que tudo dê certo no final.

Boa vontade

Templo da Boa Vontade. Crédito da foto: jvc

Sem contar que serão dez dias longe da faculdade e do estágio! Pense numa visão animadora! E o tal curso ainda vai ser no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica – ou, simplesmente, Parlamundi da LBV. Todos os dias, depois do curso, vou poder parar um pouco e visitar o Templo deles. Podem ser uns ganaciosos, mas ainda assim acho aquele lugar o máximo! E, quem sabe, um pouco de meditação diária não ajude a encontrar um meio de conseguir tomar posse nesse cargo, ou, pelo menos, a aceitar que preciso mesmo é me esforçar para passar em outro concurso, o quanto antes.

Enfim, vamos ver no que vai dar. Obrigado pela atenção.

O sertão vai virar mar

Talvez este post seja excessivamente alarmista. Não pude conferir pessoalmente a situação, de modo que o que escrevo aqui chegou até mim indiretamente. Faz alguns dias que minha mãe me fala do quanto tem chovido em Teresina, minha terra natal. Só ontem pude ter uma noção do quão grave era o problema, quando um amigo me passou um link para umas fotos da cidade alagada.

Para quem não conhece Teresina, há dois rios que cortam a cidade: o Paranaíba, fazendo a divisa com o vizinho Estado do Maranhão – também abalado pelas enchentes –, e o Poti, que nasce intermitente no sertão do Ceará e chega perene a Teresina, dividindo a cidade em duas, até desaguar no Paranaíba, dando uma visão muito bonita e tranqüilizadora. Há uma barragem, construída em território piauiense, que controla a vazão do rio, mas, mesmo assim, sempre foi ele o maior responsável pelas enchentes na minha cidade natal. Teresina, aliás, foi construída próxima à antiga Vila do Poty, uma das mais antigas da então província do Piauhy e hoje o bairro do Poty Velho, só para mostrar um pouco da importância desse rio para a cidade.

E é justamente o Poti que costuma subir de nível e alagar a cidade. Os moradores da antiga Vila do Poty já conviviam com isso. Os moradores de Teresina convivem até hoje. Pessoas com algum bom senso e conhecimento do problema evitariam construções muito próximas ao leito do rio, ou a fariam com os devidos cuidados para evitar grandes danos, no caso de enchentes. Um governo competente cuidaria para que isso fosse obrigatório, e faria obras que realmente fossem capazes de conter o leito do rio. Alguma consciência ecológica faria as pessoas preservarem as margens do rio, evitando o assoreamento de seu leito. No entanto, o que se vê são avenidas construídas a poucos metros das margens e casas construídas em terrenos impróprios para isso. Para conter as águas do rio, tudo que há é um dique numa área, a meu ver, pequena. Quando chove mais do que de costume, o resultado é o do vídeo abaixo:

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Cansado…

cansadoHoje foi apenas o terceiro dia de aulas deste semestre, na faculdade, mas a mim me parece que já foram três meses. Já estou chegando em casa exausto – mesmo que sejam apenas oito e meia da noite – e com o humor meio azedo que costumo apresentar quando com sono. Não tenho mais tempo para muita coisa, minha capacidade intelectual já está precisando de um empurrãozinho para funcionar, e minha casa tem estado uma bagunça. Meus ritmos biológicos se desregularam completamente, meu ciclo de sono e repouso foi para o espaço, e minha alimentação virou uma piada maior do que já era. Os livros que eu tinha começado a ler se viram, de repente, abandonados, o otimismo das últimas semanas acabou arruinado, e meus ombros, que a tanto custo consegui abrir um pouquinho (tenho uma cifose deveras pronunciada, além de outros desvios de postura), voltam a se curvar sob o peso da minha mochila.

Foram três meses de férias da faculdade. Hoje, contei três dias de aula. Já estou cansado como se tivessem sido três meses. Quero só ver quando tiverem passado três meses mesmo, como é que eu vou estar… E dói perceber que, mesmo com rede wireless na faculdade (uma possibilidade a mais de escapar do grande tédio que costumam ser minhas aulas), elas continuam desumanamente insuportáveis.

Pensamento reconfortante, que tem sido meio que minha tábua de salvação: este já é o último ano!

Recordar é viver: manual de carpintaria (?) para leigos

(Post originalmente publicado dia 26 de julho de 2008, num blog antigo. Ah: e a mesinha que eu montei na ocasião ainda está lá, firme e forte, até hoje).

Se você também quer economizar dinheiro com montagem de móveis, mas não tem a menor noção de como fazê-lo, não souber nem mesmo o nome das ferramentas adequadas e como utilizá-las corretamente, não se preocupe. Qualquer um pode montar o que bem entender, com a ajuda de nosso grande manual e carpintaria (dá pra chamar montagem de móveis de carpintaria?) para leigos.

Você só vai precisar de:

  • Uma furadeira/parafusadeira*
  • Brocas e ponteiras subentendidas no item acima**
  • Chaves de fenda e estrela*
  • Uma chave alley allen***
  • Um martelo****
  • Um alicate*****
  • Força física******
  • Disposição*******

*Coisas de que este que vos escreve dispunha
**Coisas que este que vos escreve não foi capaz de subentender e teve que sair pegando lotações clandestinas para comprar de última hora
***Coisas de que este que vos escreve até dispunha, mas não sabia o nome nem para quê servia e só descobriu muito tarde
****Coisas de que este que vos escreve só dispunha nas espécies de cozinha
*****Coisas de que este que vos escreve só dispunha nas espécies de unha
******Coisas de que este que vos escreve não dispunha de modo algum
*******Coisas de que este que vos escreve dispunha, mas nem tanto assim

Tempo estimado de montagem: 5 horas. E você não vai conseguir terminar.

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