Archive for the 'gente grande' Category

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Seja como a água

Trecho da “entrevista perdida” com Bruce Lee, em dezembro de 1971, no programa de TV de Pierre Berton:

Bruce Lee:
Esvazie sua mente. Livre-se das formas, não tenha formas – como a água. Agora, você põe a água num copo, e ela se torna o copo; você põe a água numa garrafa e ela se torna a garrafa; você a põe numa xícara e ela se torna a xícara. A água pode fluir ou pode golpear. Seja água, meu amigo… desse jeito, vê?
Pierre Berton:
Sim, eu vejo, entendo a idéia. Entendo o poder por trás disso…
Bruce Lee:
Eu consegui, não é? Então, o que estou dizendo na verdade, veja só, é uma combinação de ambos. Quer dizer, aqui está o instinto natural e aqui está o controle. Você deve combinar os dois em harmonia. Não… se você tem um ao extremo, você será muito acientífico. Se tiver o outro ao extremo, você se torna, de repente, um autômato… não mais um ser humano. Então é uma combinação bem-sucedida de ambos. Assim sendo, é bem lento e você o empurra para fora, mas ao mesmo tempo você mantém a continuidade seguindo, dobrando, esticando, tudo. Você simplesmente continua se movendo.
Pierre Berton:
Isso parece com um dançarino de balé…
Bruce Lee:
E é. Quer dizer, a idéia, para eles, é que “água corrente não cria ranço”. Então você tem que simplesmente “continuar fluindo”.

Dica do Thiago. Para ver a entrevista completa, no YouTube (em inglês): parte 1, parte 2 e parte 3. Transcrição completa da entrevista (também em inglês) aqui. Seja como a água, caro(a) visitante ;-)

Hoje faz 20 anos…

Tank Man

… do Massacre da Praça da Paz Celestial (só eu que acho esse nome extremamente irônico?). Amanhã é aniversário da foto acima, que qualquer pessoa que se preze já viu em algum lugar: o jovem sozinho e desarmado (conhecido por Tank Man em inglês e Rebelde Desconhecido em português – olha aí, mais uma frase irônica!) que parou uma fileira de tanques de guerra. Até hoje, ninguém sabe nem sua identidade, nem seu paradeiro. Acho interessante ver que os maiores heróis são, na verdade, anônimos. Pessoas comuns, como eu e você que me lê. Não levam a glória, seja por não terem seus feitos reconhecidos, ou por serem, ao pé da letra, anônimos.

Deve haver alguma frase famosa para isso, mas no momento não me ocorre nenhuma.

PQP! [UPDATE]

Sabe quando você não tem a MENOR NOÇÃO do que fazer? De como proceder? Quando você sente que tem uma puta oportunidade nas mãos, só que ela está fugindo e você não sabe como fazer para segurá-la?

Vou tentar fazer todo o possível, mas, pra falar a verdade, acho que tô mesmo fodido.

Depois eu explico direito o que é. Ou não. OK, vamos lá. Não é nenhum segredo mesmo, e, enquanto eu não falar disso para deus e o mundo, não vou conseguir esquecer o assunto e me concentrar no trabalho.

study.

Crédito da foto: billaday

No começo do ano, prestei um determinado concurso público, para um certo órgão do Governo Federal, aqui em Brasília. Fui aprovado em 112ª colocação, de 150 vagas. E hoje recebi um email, convocando-me para o curso de formação, a se realizar entre os dias 25 e 5 próximos (25/5 a 5/6, sendo específico). Seria uma ótima notícia, e eu estaria exultante, não fosse um problema: o cargo exige nível superior, e eu só concluo a faculdade no final do ano. O diploma, só recebo ano que vem, em janeiro. Não posso, portanto, tomar posse – algo que eu gostaria muito de fazer. E não me ocorre nenhum jeito de tornar isso possível.

(Não é que eu sonhe com o cargo para o qual fui aprovado, ou em trabalhar no órgão em questão. Simplesmente não agüento mais essa vida de faculdade e estágio, e dar uma mudada seria deveras interessante).

Vou fazer o curso de formação – para ele, não é preciso comprovar ter curso superior completo. Depois dele é que não sei como ficam as coisas. Espero sinceramente que tudo dê certo no final.

Boa vontade

Templo da Boa Vontade. Crédito da foto: jvc

Sem contar que serão dez dias longe da faculdade e do estágio! Pense numa visão animadora! E o tal curso ainda vai ser no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica – ou, simplesmente, Parlamundi da LBV. Todos os dias, depois do curso, vou poder parar um pouco e visitar o Templo deles. Podem ser uns ganaciosos, mas ainda assim acho aquele lugar o máximo! E, quem sabe, um pouco de meditação diária não ajude a encontrar um meio de conseguir tomar posse nesse cargo, ou, pelo menos, a aceitar que preciso mesmo é me esforçar para passar em outro concurso, o quanto antes.

Enfim, vamos ver no que vai dar. Obrigado pela atenção.

Uma digressão sobre crimes e punições

Prefiro deixar assuntos acadêmicos bem longe destas páginas, mas deu vontade de escrever sobre isto. E vou me esforçar para não fazer uma abordagem acadêmica do assunto, e para não soltar muito juridiquês por aqui. A vontade de escrever sobre isso surgiu agora há pouco, numa discussão num chat do MSN. Não sou muito bom nesse tipo de debates: quando surgem idéias novas, que eu não conhecia e a respeito das quais eu ainda não tenha uma opinião formada, acabo não debatendo: apenas escuto (ou leio, quando o debate é online), e depois tenho que absorver as idéias expostas, deixá-las decantar, analisá-las com calma, para daí poder finalmente formar minha opinião. Quando é algum assunto sobre o qual eu já tenha opinião formada, acabo sendo bem mais emocional que racional, chegando até mesmo a vez que outra apelar, durante a discussão. (O que não quer dizer que não seja capaz de mudar de idéia). Foi o que aconteceu hoje (menos a parte de mudar de idéia). Vamos lá.

prisaoA discussão era sobre o sistema penal, pena de morte, crimes ditos “abomináveis”, em suma, sobre o tratamento ideal a ser dados a criminosos. No estágio, lido exatamente com isso, seguindo uma linha bem alternativa, que procura sempre beneficiar o réu às vezes até de um jeito meio “esquizofrênico”, na falta de uma palavra melhor. O outro debatedor seguia uma linha bem mais dura, segundo a qual alguns criminosos sequer podiam ser chamados humanos. E nenhum dos lados parecia muito disposto a ceder. Venho aqui, então, defender minha posição de um jeito mais calmo, menos acalorado, além de não muito jurídico. E resumido, também: como qualquer estudante de Direito que se preze, poderia escrever um tratado a respeito do tema, mas prefiro ser breve. Um viva à concisão!

(E só mais um aviso, a outros do mundo jurídico que porventura apareçam aqui: na discussão do MSN, em momento algum, tocou-se no assunto direito penal do inimigo. Este post também não se preocupa com ele).

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