Trecho da “entrevista perdida” com Bruce Lee, em dezembro de 1971, no programa de TV de Pierre Berton:
- Bruce Lee:
- Esvazie sua mente. Livre-se das formas, não tenha formas – como a água. Agora, você põe a água num copo, e ela se torna o copo; você põe a água numa garrafa e ela se torna a garrafa; você a põe numa xícara e ela se torna a xícara. A água pode fluir ou pode golpear. Seja água, meu amigo… desse jeito, vê?
- Pierre Berton:
- Sim, eu vejo, entendo a idéia. Entendo o poder por trás disso…
- Bruce Lee:
- Eu consegui, não é? Então, o que estou dizendo na verdade, veja só, é uma combinação de ambos. Quer dizer, aqui está o instinto natural e aqui está o controle. Você deve combinar os dois em harmonia. Não… se você tem um ao extremo, você será muito acientífico. Se tiver o outro ao extremo, você se torna, de repente, um autômato… não mais um ser humano. Então é uma combinação bem-sucedida de ambos. Assim sendo, é bem lento e você o empurra para fora, mas ao mesmo tempo você mantém a continuidade seguindo, dobrando, esticando, tudo. Você simplesmente continua se movendo.
- Pierre Berton:
- Isso parece com um dançarino de balé…
- Bruce Lee:
- E é. Quer dizer, a idéia, para eles, é que “água corrente não cria ranço”. Então você tem que simplesmente “continuar fluindo”.
Dica do Thiago. Para ver a entrevista completa, no YouTube (em inglês): parte 1, parte 2 e parte 3. Transcrição completa da entrevista (também em inglês) aqui. Seja como a água, caro(a) visitante












