Ou: como redescobrir uma pérola da sua infância há muito perdida. Já tínhamos rememorado diversos programas de tevê antigos, como novelas e desenhos animado, quando lembrei desse…
Sávio ? diz:
Ô! Pergunta!
Léo diz:
manda
Sávio ? diz:
Alguém aí via Cinema em Casa, do SBT?
Douglas diz:
muito pouco, quase só sessão da tarde
Sávio ? diz:
Tem um filme das líderes de torcida de que só eu e um amigo nos lembramos, ninguém mais…
Eram três equipes de líderes de torcida que iam pra um acampamento, participar de uma competição
Douglas diz:
hum
Sávio ? diz:
E a pior de todas é que conseguia fazer uma reviravolta e vencer o torneio
E no meio tinha uma cena de sexo, em que apareciam os peitos uma das instrutoras, e ela tinha bandeirinhas dos EUA pintadas com purpurina em cima dos mamilos…
(E isso passava às duas da tarde, com criancinhas assistindo!)
Queria saber se alguém mais lembra desse filme… e, se possível. o nome dele ._.
Hermes Trimegisto. Painel de Giovanni di Stefano. Mosaico no assoalho da catedral de Siena, Itália
Palavras secretas de Hermes:
Verdadeiro, sem falsidade, certo e mais do que real, aquilo que está embaixo é como aquilo que está em cima, e o que está em cima é como o que está embaixo para cumprir as maravilhas de uma coisa. Assim como todas as coisas são criadas de uma coisa, pela vontade e comando do único que a criou, assim todas as coisas são nascidas desta única coisa por prescrição e união.
Seu pai é o Sol, sua mãe é a Lua, o vento a carrega em seu ventre, sua ama é a Terra. Este é o pai da perfeição em todo o mundo. Seu poder é perfeito quando transformado em terra; por isto, deves separar a terra do fogo, e o sutil do rude e grosseiro, mas com amor, com grande compreensão e discernimento. Ela sobe da terra ao céu e do céu vem novamente à terra e de novo recebe o poder do em cima e do embaixo.
Deste modo terás o esplendor de todo o mundo. Toda falta de compreensão e de capacidade te abandonará. Este é o maior de todos os poderes, pois pode sobrepujar toda a sutileza e pode penetrar tudo o que é sólido.
Assim foi criado o mundo. Assim se originaram raras combinações e maravilhas são forjadas; esta é a maneira de agir. Por isto sou chamado Trimegisto, pois possuo as três partes da sabedoria do mundo. Tudo que eu disse a respeito do trabalho do Sol está cumprido.
A famosa Tábua de Esmeralda sempre foi utilizada como ponto de partida para os estudiosos da alma humana. Segundo dizem, neste pequeno texto, originariamente gravado em uma pequena esmeralda riscada com um diamente, estão encerrados os mais secretos segredos da vida. Alquimistas, filósofos, magos, cabalistas, basearam suas pesquisas neste fragmento de sabedoria atribuído a um sábio egípcio chamado Hermes Trimegisto. Foi esse texto que deu origem à Alquimia, tanto a ocidental quanto a islâmica, e dificilmente um alquimista não o sabia de cor ou não o tinha anotado em um local visível de seu laboratório. Um texto breve e interessante sobre o assunto pode ser lido aqui.
E ainda tem o álbum do grande Jorge Ben! Lançado em 1974, pertence a uma fase que ele chama alquimia musical. Não vou ficar descrevendo o álbum… só escuta essa música, em que ele canta o próprio texto da Tábua:
Acho que já deu para perceber que um dos meus temas preferidos para elucubrações são nostalgias e reminiscências em geral. Este post é sobre isso.
Hoje, chegando à faculdade, encontrei uma rodinha de amigos conversando sobre Família Dinossauro, que sem dúvida é um dos ícones da minha infância – e, com certeza, também da de muita gente por aí. Quem foi criança nos anos 90 certamente há de lembrar de bordões clássicos tipo “Querida, cheguei!”, “De novo! De novo!”, ou ainda o clássico “Não é a mamãe!”. Mas eu confesso que tinha medo da Família Dinossauro, quando era menor. Assistia todo dia e gostava, mas tinha medo. De qualquer jeito, era mágico.
E o Baby era insuperável! Olha só:
Sério mesmo: eu tive crise de riso (re)vendo isso. Tem outra cena memorável (e impagável!) em que o Dino tenta ensiná-lo a falar papai… só que ele não é a mamãe! Ou isso é mesmo muito hilário, ou sou eu que ando abobado e tendo crises de riso por qualquer motivo (o que não é assim tão mau, afinal).
Mas o primeiro episódio que sempre me vem em mente, quando falam em Família Dinossauro, é o da vida após a morte, em que a Vovó Zilda (ao menos aparentemente) morre e volta à vida várias vezes. Não lembro dos detalhes, mas lembro de ficar olhando meio abobalhado, meio assustado para a televisão, pouco antes do almoço, mas sem desgrudar os olhos da tela. Hoje tive a curiosidade de pesquisar a respeito, e, segundo o TV.com, é o episódio número 18 da segunda temporada, The Last Temptation of Ethyl, e ela realmente morria e ressuscitava. Sendo a Wikipédia, ela passava, na verdade, era por uma experiência de quase-morte. Acho que só mesmo assistindo de novo para poder saber.
Outro de que eu sempre lembro é o episódio em que cresce um chifre dourado no Baby, transformando-o em objeto de adoração. Hoje descobri que é o primeiro episódio da segunda temporada, The Golden Child. E eu ficava, novamente, meio abobado, meio assustado com aquilo, mas não desgrudava os olhos da tela. E achava o máximo. No final, o Dino ia tocar o chifre do Baby, que simplesmente caía, fazendo tudo voltar ao normal. E eu ficava me perguntando, mas como assim?, e ainda gostando.
Pergunto-me se hoje alguma emissora de tevê faria algum programa assim. Programação infantal politicamente incorreta, ácida, sarcástica – um tapa na cara do american way of life –, daquelas boas mesmo. Claro que ainda há boa programação infantil: eu sou fã assumido, por exemplo, de As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy. Não conheço nenhum outro desenho atual em que sejam despejadas frases tipo “A felicidade é o caminho mais curto para a estupidez”. Mas ainda assim, não é a mesma coisa: os personagens não são dinossauros antropomorfizados. Não tem o mesmo charme da Família Dinossauro.
Parece que algum tempo atrás, esse seriado andou sendo exibido novamente na tevê aberta brasileira, mas, salvo engano, era num horário que eu não poderia assistir. (Para falar a verdade, difícil seria encontrar um horário em que eu poderia parar em frente à televisão e assistir qualquer coisa). Provavelmente já saiu do ar novamente. É o tipo de coisa que me faz falta na tevê, assim como os desenhos do Charlie Brown e Snoopy, afinal, hoje só se vê Big Brother. Quanto às crianças, então, nem sei o que elas assistem.
… para um domingo de manhã. A Grande Valsa Brilhante nº 1, op. 18, de Frédéric Chopin – mais conhecida como a música do Pernalonga. Isso faz eu lembrar os tempos em que podia passar as manhãs assistindo a desenhos animados… bons tempos, aqueles.
Já que Watchmen tá tão na moda, uma citação do número 9 – As Trevas do Mero Ser. Um diálogo entre Dr. Manhattan e Laurie Juspeczyk, a Espectral:
Laurie:
Mas… você disse o tempo todo que a vida não tem sentido. Então, como…
Dr. Manhattan:
Eu mudei de idéia.
Laurie:
Mas… por quê?
Dr. Manhattan:
Milagres termodinâmicos… eventos tão improváveis que são impossíveis na prática, como oxigênio virar ouro espontaneamente. Eu quero muito observar algo assim. No entanto, em cada par humano, milhões de espermatozóides avançam rumo a um só óvulo. Multiplique as possibilidades por incontáveis gerações, junte à chance de seus ancestrais estarem vivos; de se encontrarem; de conceberem esse precioso filho; essa exata filha… Até mesmo sua mãe amar um homem que tinha todas as razões para odiar, e dessa união, das milhões de crianças competindo pela fertilização, foi você, apenas você que emergiu… extraindo uma forma específica desse caos de improbabilidades, como o ar se transformando em ouro… Isso é o pináculo do improvável. O milagre termodinâmico.
Laurie:
Mas… se eu, meu nascimento, se isso for um milagre termodinâmico… pode-se dizer o mesmo de qualquer pessoa no mundo!
Dr. Manhattan:
Sim. Qualquer pessoa no mundo. Mas o mundo é tão cheio de pessoas, tão repleto desses milagres que eles se tornam lugar comum e nós esquecemos… eu esqueci. Nós contemplamos continuamente o mundo e ele se torna opaco às nossas percepções. No entanto, encarado de um novo ponto de vista, ainda pode nos tirar o fôlego. Vamos… enxugue as lágrimas, porque você é vida, mais rara do que um quark e mais imprevisível do que qualquer sonho de Heisenberg; a argila na qual as forças que moldam a existência deixam as impressões digitais mais visíveis. Enxuge as lágrimas… e vamos para casa.
Não, eu não vou falar muito mais de Watchmen. Ainda não terminei de ler a HQ (falta ainda o último número não falta mais), e ainda não vi o filme: digo apenas que o tio Moore é um gênio. E, só para ficar bonitinho, ponho aqui também a citação que vem logo depois desse diálogo, fechando a revista número 9:
“Até onde podemos discernir, o único propósito da existência humana é lançar uma luz nas trevas do mero ser„