Recebi este texto por email, de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas quem tá escrevendo monografia / tese / dissertação como eu já deve ter se tocado de que é a mais pura verdade…
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Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
– Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
– Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
– Hummmm… e qual é o tema da sua tese?
– Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
– Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
– Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.
Domingo passado, terminei de assistir as duas temporadas de Carnivàle, seriado fantástico torpemente cancelado pela HBO devido à queda na audiência, que não compensava o elevado custo de produção. Ambientada nos Estados Unidos da década de 1930, em plena Grande Depressão (época a que o autor da série se refere como a última grande era da magia), Carnivàle é uma batalha épica entre o Bem e o Mal.
Em 1934, o jovem de 18 anos chamado Ben Hawkins (Nick Stahl) vê sua mãe falecer, enquanto sua pequena propriedade rural, em Milfay, Oklahoma, é tomada por um banco, e acaba sendo acolhido por um circo. Enquanto isso, em Mintern, Califórnia, um pastor metodista, o Irmão Justin Crowe (Clancy Brown), esforça-se por estabelecer um local de culto para os imigrantes que chegavam de vários Estados, fugindo do dust bowl e da recessão econômica. Ambos passam a compartilhar sonhos e visões surreais que os colocam em busca do mesmo homem, Henry Scudder, e descobrem ser portadores de dons fantásticos. E há ainda a jovem cartomante Sofie (Clea DuVall), em busca de um lugar onde se sinta em casa…
A série tem toda uma complexa mitologia, infelizmente ainda não totalmente explicada, devido ao cancelamento prematuro. (Previstas inicialmente seis temporadas, apenas duas foram produzidas). A produção, como era de se esperar de uma série da HBO, é impecável. As atuações são das boas, a história é excelente, a estética é fascinante, e a trilha sonora composta por Jeff Beal é formidável, feita como se fosse para cinema. Saca só:
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… desenhos animados antigos! Lembro de todos eles, nos finais de semana pela manhã no SBT, quando eu passava as férias na casa da vovó. Infelizmente, o único em que a história depende de falas, não achei dublado. Vai em inglês mesmo. Pena que não passam mais:
Na escassez de coisas que postar, nada como recorrer ao YouTube e procurar vídeos que postar. Mas, para não ficar assim tão descarado, faço isso ao redor de um tema sobre o qual andava querendo escrever há algum tempo, mas sempre desanimava no final: cinema. Algumas cenas escolhidas de filmes clássicos, com comentários. Aviso: possíveis spoilers adiante!
Se me permitem um post do tipo engraçadinho (ou, como se diz em linguajar internético: LOL), gostaria de compartilhar um vídeo que recebi hoje por email. Detesto emails de piada, mas vi esse e desatei a rir! Mulheres no trânsito:
OK, elas podem até cometer, digamos, algumas “gafes” no trânsito, mas enfeitam nossas vidas e moram em nossos corações! ♥ </brega mode off> Além disso, minhas caronas mais habituais são mulheres que dirigem muito bem, e sou profundamente grato a elas!
Em clima de #musicmonday: Minha banda preferida é uma banda de um homem só, e eu tenho um verdadeiro caso de amor à segunda vista com ela.
Um belo dia, um amigo me falou dessa tal banda, completamente underground, chamada Iron and Wine (ou Iron & Wine, sei lá. Nem a própria banda parece se decidir a respeito), e me indicou uma meia dúzia de músicas para ouvir. Baixei-as, ouvi-as, achei legaizinhas, e só. Nada demais. Ficaram perdidas na minha pasta de músicas, até que, um belo dia, o Winamp (naquele tempo, eu ainda usava Windows), que eu sempre usava no modo shuffle, resolveu tocar uma dessas músicas. Foi o que bastou: como disse no parágrafo acima, amor à segunda vista. Logo fui atrás de outros álbuns, baixei a discografia, e tudo o mais. Virei fã, mesmo. O barbudo Sam Beam, único integrante da banda, era professor de cinema antes de virar músico. Ele é o cara.
Acho interessante notar que, mesmo já tendo falado de I&W para praticamente todo o mundo, muito pouca gente deu alguma bola. Fora o amigo que me indicou a banda e eu, só conheço mais duas pessoas que gostaram de verdade – e, ainda assim, suspeito que não com a mesma intensidade que eu. Mais interessante ainda é ver que músicas do tio Beam têm sido usadas até com uma certa freqüência por Hollywood (primeiro só em filmes mais indies, até chegar ao ponto de Flightless Bird American Mouth, do álbum The Sheperd’s Dog, ser usada no final de Twilight), mas, ainda assim, ele não vira pop. Melhor assim: dá um gostinho de exclusividade, de ter um tesouro guardado só para mim e para alguns poucos amigos, assim como a bela vista que é o mundo a nossos pés é reservada aos pássaros, às estrelas e aos limpadores de chaminés.
Mas o que eu queria mesmo (além de fazer apologia da minha banda preferida, claro) era dizer que hoje ouvi, finalmente, o novo álbum do barbudo Beam, Around the Well, coleção de faixas “raras” (é difícil chamar de raro algo que pode tranqüilamente ser achado na internet, convenhamos…), envolvendo tanto covers quanto trabalhos originais. O álbum foi lançado dia 19 passado, mas já tinha vazado no final de abril, e só hoje que fui procurar por ele. É até de se perguntar que raio de fã sou eu… Mas não, não vou escrever uma resenha do álbum, nem dar o link para baixá-lo – o orkut já existe para isso. Deixo apenas o vídeo abaixo, com uma das músicas do álbum – cover do New Order – para livre apreciação do(a) visitante destas paragens:
Por cortesia, ficam também links para a versão original e para a letra da música. Recomendo que repare bem nela… Quem for mais emotivo é capaz até de chorar.
Tem um tempinho já que falei aqui da Família Dinossauro. Foi o primeiro post deste blog aqui neste endereço das Ilhas Cocos. Hoje, o Douglasme passou este vídeo, com o final do seriado. Acho que nunca foi ao ar aqui no Brasil. Olha só que coisa mais triste (e, ao mesmo tempo, tão cheia de mensagens para nós, humanos):