Author Archive for Sávio

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6 coisas, 6 links

Então que este blog, tão novinho que é, já foi vítima do primeiro meme – culpada foi a Luiza, que me passou em dobro a brincadeira! Correntes – de qualquer tipo – são contra a minha religião, mas, como gosto de informações não-requisitadas, vou passar esta adiante. As regras são simples: colocar a imagem do peixinho dentro da lâmpada, falar seis cousas quaisquer sobre minha pessoa, e dar seguimento ao meme, indicando seis outras pessoas para contarem também seis cousas sobre si próprias.

6 coisas 6 links

Postada a imagem, vamos à lista (que eu pensei que ia ser fácil, mas não foi nem um pouco):

  1. Pouco importa quanto calor esteja fazendo, só consigo dormir se estiver coberto. E a costura do lençol tem que estar virada para baixo. Não sei o porquê disso, só sei que herdei da minha vó.
  2. Quando era criança, eu não tinha apenas um amigo imaginário: tinha uma alcatéia. Sim, meus amigos imaginários eram lobos. Cinco deles.
  3. Já quis ser médico obstetra, cientista (de preferência, astrônomo), escritor, jornalista, publicitário, diplomata e até arqueólogo. Só nunca quis ser advogado nem nada jurídico – e este ano há de ser meu último na faculdade de Direito.
  4. Sempre fui esquisitão e anti-social. Só fui a uma das festas de 15 anos das minhas colegas de escola (a única que permitia traje casual), e ainda assim voltei cedo para casa. Até hoje, detesto baladas (prefiro mil vezes programas caseiros, como chamar os amigos para jantar e assistir a um filme), e gosto de dormir cedo e acordar mais cedo ainda. Acho que já nasci velho, mas não do mesmo jeito que o Benjamin Button.
  5. A manhã é minha parte preferida do dia, e sou fã do alvorecer, muito mais que do crepúsculo – apesar de este ser indiscutivelmente mais bonito.
  6. Desde criança, sempre gostei de ler sobre mitologias, astrologia, alquimia, oráculos… Mesmo que a razão dissesse que nada disso existia de verdade, sempre havia alguma coisa me dizendo que era tudo real, e eu me fascinava com essas coisas. Pelo visto, mesmo sendo criado católico, sempre fui um pequeno pagão :twisted:

E, agora, as indicações, 60% delas roubadas de quem me passou o meme… Tá com: 1] o Chesini; 2] o Douglas; 3] a Thahy; 4] o PV; 5] a Karol… e… e… 6] quem mais quiser continuar o meme.

Confissão a Maat

MaatNa mitologia egípcia, Maat representa a Justiça e o Equilíbrio. Costuma ser representada como uma mulher jovem, com uma pluma de avestruz sobre a cabeça. Com essa pluma, ela pesava as almas de todos que chegassem ao seu Salão de Julgamento subterrâneo, depois que o indivíduo fizesse uma confissão negativa de 42 pecados (as 42 leis de Maat). Maat é, portanto, a própria verdade cultuada.

Esta bela confissão é uma das várias orações que os antigos egípcios recitavam todas as noites, antes de dormir:

Glória a Ti, Ó Grande Deus, Mestre de toda Verdade! Venho à Tua presença,  ó meu Deus, para diante de Ti tomar consciência de Teus decretos.  Eu Te conheço e comungo contigo e com Tuas Quarenta e Duas leis que habitam contigo nesta Câmara de Maat… É nessa verdade que venho comungar contigo, e Maat está em meu pensamento e em minha alma.

Por ti destruí a maldade. Não fiz nenhum mal à humanidade. Não oprimi os membros de minha família. Não forjei o mal em lugar da Justiça e da Verdade. Não convivi com homens indignos. Não pedi para ser considerado o primeiro. Não obriguei pessoa alguma a um trabalho excessivo em meu favor. Não apresentei meu nome para ser objeto de honrarias. Não espoliei os pobres tomando seus bens. Não fiz homem algum passar fome. Não fiz ninguém chorar. Não infligi qualquer sofrimento a um homem ou animal. Não espoliei nenhum templo de suas oblações. Não adulterei nenhum padrão de medida. Não invadi os terrenos de outros. Não roubei terras. Não adulterei os pesos da balança para enganar o vendedor. Não falsifiquei a indicação do ponteiro para enganar o comprador. Não tirei o leite da boca das crianças. Não desviei a água de onde ela devia correr. Não apaguei a chama quando ela devia queimar. Não repeli Deus em Suas manifestações.

Sou puro! Sou puro! Sou puro! Minha pureza é a pureza da Divindade do Templo Sagrado. Por isso o mal não me acometerá neste mundo, eis que conheço as leis de Deus que são Deus. Cro-Mâat!

http://www.culturabrasil.org/confissaoamaat.htm

Communion Cups and Someone’s Coat

Iron and Wine, sem dúvida, há de ser minha banda favorita. (Uma banda de um homem só). Grande Sam Bean:

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Gostinho de infância

Por culpa da Luiza, autora do primeiro (e até agora único) comentário deste blog, falando de reler o que já foi escrito; da UnB, que me deu uma grade horária muito fodida para este semestre, sendo o dia mais terrível a terça-feira (fora de casa das 8 da matina às 10 e meia da noite, sem poder tomar um banho ou trocar de roupa – estou velho demais para isso!); e minha também; os dias de Marte aqui neste blog ficarão sendo dia de repostar velharias que escrevi em blogs antigos que não foram deletados – ou, quando este aqui foi mais velho, dele mesmo. Coisas que tenham feito algum sucesso, ou, principalmente, que eu ache adequado / apropriado / interessante repostar. Ou, simplesmente, que me dê na telha de ver novamente por aqui. Isso quando houver posts em dias de Marte, claro.

A primeira delas, com algumas alterações:

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O que tem gostinho de infância?

Sim, sou eu aí no cavalo. Eu e um tio.

Sim, sou eu aí no cavalo. Eu e um tio.

  • (Boas) Férias no interior
  • Doce de figo da vovó
  • Creme de ameixa da vovó
  • Creme de chocolate da vovó (espuma gelada era o nome)
  • Requeijão caseiro
  • Manteiga da terra
  • Casa da vovó
  • Acordar cedinho e ver o sol nascer
  • Cidadezinhas pequenas de interior
  • Procissões de igreja de cidadezinhas pequenas de interior com velhinhas cantando muito, mas muito mal
  • Fazendas
  • Andar a cavalo
  • Ir até o curral observar os vaqueiros ordenharem as vaquinhas
  • Depois voltar pra casa e passar a manhã vendo desenho animado
  • Chaves, Chapolin Colorado e Carrossel
  • Escolinha do Professor Raimundo (num item diferente apenas para que o anterior fique mais bonitinho, com todas as palavras começando por C)
  • Cinema em Casa e o filme das líderes de torcida (não, não é esse mais novo com a Kirsten Dunst)
  • Clássicos da Sessão da Tarde
  • Jogos caseiros improvisados
  • Jogos de tabuleiro
  • Garrafinhas da Coca-Cola em miniatura
  • LPs e radiolas
  • Ouvir rádio em casa
  • Mamonas Assassinas
  • Ruas de calçamento
  • Ir brincar na praça em frente à casa da vovó
  • Brincar de escorregar em frente ao pátio da igreja
  • À noite, na hora do jornal, sair pra correr na praça com os bolsos cheios de sal para jogar em cima dos pobres sapos que apareciam (crueldade, eu sei… nunca vou esquecer de um dia em que minha mãe me chamou de “destruidor da natureza” por fazer isso, nem sei se ela mesma se lembra… mas, de algum modo, na minha mente infantil, aqueles sapos eram grandes e malignos e deviam ser exterminados!)
  • Pirulitos que deixam a língua azul (ou verde, mas azul era mais legal)
  • Bombons píper (alguém de fora do Piauí vai entender essa?)
  • Cadernos vagabundos que pareciam os melhores do mundo, abandonados depois de cinco páginas de uso
  • Ir aos correios era uma aventura a regiões completamente inóspitas da cidade
  • Acompanhar vovó à missa no domingo à noite
  • Os sons da igreja atrapalhando as atividades de quem não tivesse ido à missa (embora não de um modo que fosse irritante)
  • As coisas mais simples da igrejinha do interior eram os maiores mistérios
  • As pedras eram coisas muito mais interessantes do que são hoje em dia
  • Banhar de riacho
  • Voltar para casa no fim-de-semana anterior ao início das aulas e ficar namorando os livros que seriam usados ao longo do ano
  • Realmente gostar de acordar cedinho para ir à escola
  • Toda noite, no horário do jornal local, ir brincar na casa da vizinha da frente
  • Pão caseiro quentinho, recém-saído do forno, com a margarina derretendo sobre ele (deu água na boca, agora… minha tia ainda guarda a receita desse pão, mas não tem mais a isca – o preparado com o fermento – nem sabe como fazê-la)
  • O bolo de banana da minha mãe
  • Banho com permanganato de potássio (para curar catapora. Era o máximo, a água ficava roxa e eu me sentia dentro de um desenho animado!)
  • As músicas da minha tia
  • Músicas pop que todo o mundo já ouviu, mas ninguém sabe o nome
Minha infância tinha tudo isso e muito mais. A lista é bem maior, mas não vou até o fim com ela: são coisas demais. Se for o caso, expando a lista depois. Sugestões serão bem vindas!

#05

Hoje de manhã eu falava do quanto é bom voltar para casa e das saudades que sentia do meu apartamento aqui em Brasília. Hoje à noite a solidão começa a apertar, e é de Fortaleza e das músicas mal tocadas no Guitar Hero que eu passo a ter saudades. Em vez disso, lá vou me preocupar com a porcaria do imposto de renda…

(Seguindo a moda da Karol, post numerado. Simplesmente porque eu tô com preguiça de bolar um título).

Voltar para casa

Uma das melhores partes de viajar é voltar para casa – à óbvia exceção de quando você simplesmente não quer voltar, e prefere continuar aproveitando a viagem. Mas, mesmo nesse caso, é bom abrir a porta de casa, pôr a mala num cantinho e se jogar na sua cama por uns minutos.

Ontem à noite, voltei de uma viagem de dez dias ao Ceará, dividida entre a capital Fortaleza e a serrana Guaramiranga, que, durante o carnaval, costuma sediar um festival de jazz e blues. Não vou falar da viagem. Não vou falar do carnaval; ele já passou. Quero só falar do quanto foi bom pisar em casa novamente.

O apartamento onde moro não é nenhum primor, mas acho que ainda não tinha percebido o quanto estou apegado a ele. Nem quando voltei de um mês de férias na casa da minha mãe senti isso (talvez por conta de um trágico incidente envolvendo minha geladeira, mas isso não vem ao caso agora, né?). Não sabia que estava com tantas saudades das minhas pequenas bagunças, do meu colchão macio e do meu lençol preferido, do meu ventilador que faz mais que apenas barulho, e do cheiro gostoso de incenso do meu quarto. Lavar as mãos com sabonete e ter um copo fixo para beber água também foram coisas que fizeram falta.

Também estava sentindo falta da minha solidão, de ouvir música tranqüila antes de dormir (em vez de rock mal tocado no Guitar Hero), e de saber que toda atividade humana no meu apartamento cessa no momento em que pego no sono. Acordar de manhã sem estar suando e morrendo de calor, apesar da janela voltada para o leste, também foi uma boa sensação.

É, acho que sou uma criatura de hábitos. Os meus foram completamente alterados durante a viagem, e é bom retomá-los.

Mas isso não quer dizer, de maneira alguma, que a viagem tenha sido ruim! Muito pelo contrário! Tenho certeza de que o apartamento que agora me é tão caro teria parecido uma prisão durante o carnaval, se tivesse ficado em Brasília, e a solidão de que eu sentia falta teria se mostrado simplesmente insuportável. Sem contar com a alimentação. Nos dias que passei com a família do meu pai, não havia um em que eu não tomasse café-da-manhã, almoço e jantar, ainda que não tivesse os lanches da manhã e tarde, e que, mesmo com as refeições regulares, minha dieta não fosse das melhores. Hoje, por exemplo, ainda não ingeri nada além de água, e nem sei se vou almoçar. E como é bom rever a família!

Viajar é bom. Voltar para casa também. Não consigo decidir de qual dos dois gosto mais.

Um bom começo

Fico pensando no que escrever aqui. No momento, a única coisa que me ocorre de escrever é o tempo: Fortaleza está chuvosa – diferente de Brasília, onde, segundo o applet do meu computador, o céu está claro e faz 26°C. Eu poderia, então, falar do quanto eu gosto de tempo chuvoso, de ver o céu todo cinzento sem ser por conta de poluição, do tempo úmido e relativamente frio… mas não.

Poderia falar dos meus planos e cursos que pretendo ou não fazer, dos livros e quadrinhos que estou lendo, das coisas que assisti… Acho que é assim que se faz um blog pessoal, meio umbiguista, mas, na verdade, não estou a fim de falar muito, o que pode constituir até mesmo uma grande contradição. E daí surge a pergunta: de quê serve este blog, afinal? Um começo bem promissor: este é apenas o terceiro post (que não passa de encheção de lingüiça – ainda com trema), e o blog já está com crise de identidade.