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A verdade sobre o mundo acadêmico

Recebi este texto por email, de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas quem tá escrevendo monografia / tese / dissertação como eu já deve ter se tocado de que é a mais pura verdade…

* * *

Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:

– Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

– Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

– Hummmm… e qual é o tema da sua tese?

– Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:

– Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!

– Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.

O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois… silêncio. Em seguida, o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda e resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:

– Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente?

– Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.

O lobo não se conteve com a petulância do coelho:

– Ah! Ah! Ah! Ah! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa…

– Desculpe-me, mas, se você quiser, posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca?

O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e… silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.

Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme LEÃO, satisfeito, bem alimentado, palitando os dentes.

MORAL DA HISTÓRIA:

  1. Não importa quão absurdo seja o tema de sua tese;
  2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
  3. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria;
  4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos;
  5. O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR…

2 comentários

  1. Valney disse:

    Espero que isso seja verdade xD
    Valney escreveu recentemente: Workday

  2. Renata disse:

    Yeah! Eu sou a amiga : P
    Achei uma versão modificada que diz: o que importa é se o seu orientador é fera…

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