Rumo ao MRE: mais um capítulo da saga

Saiu o resultado final do concurso para oficial de chancelaria. Depois das provas, do curso chato de preparação, de prova final e redundante que acabei subestimando e por pouco não me eliminou do concurso, finalmente saiu o resultado definitivo. 150 vagas. Após a prova objetiva, fiquei em 238. Com as redações, saltei para 112º. Após o curso de preparação, 101º. E, ao contrário do que seria de se esperar, não estou nem um pouco satisfeito com esse resultado. Já falei das razões para isso. Agora elas são definitivas:

Sempre pensei que ficaria exultante quando passasse em algum concurso público, ainda mais tão bem colocado. Fiquei exultante quando vi meu nome numa lista, uma vez, mas ela tinha todos os candidatos que não haviam sido eliminados. Agora que meu nome está aí, pra valer, numa boa colocação, fico desanimado.

Para ser sincero, quando vi meu desempenho na prova final, comecei a alimentar o desejo de que fosse alterado algum gabarito de modo a me eliminar do concurso. Assim, evitaria a dor de cabeça de ir à Justiça brigar para garantir minha vaga, de modo a poder assumi-la tão logo me formasse. Seria mais tranqüilo, mais cômodo, e ainda teria aprendido a valiosa lição de não subestimar prova alguma – sem contar que poderia usar a ajuda de custo que vou receber pelo curso de preparação para viajar, fazer compras, pagar Porcão para os amigos, fazer doações, ou quem sabe até guardar (so not me). Aliás, o desempenho fraco na prova não foi a única coisa a quase me eliminar do concurso. Já falei aqui que quase perdi a tal da prova: cheguei à LBV no horário limite para ser admitido.

E, contrariando tudo isso… passei! Passei e não consegui gritar de felicidade, como quando passei para direito aqui na UnB. Não fiquei exultante, como quando pensei ter passado no outro concurso. Não consegui ficar nem mesmo desorientado, como quando fui convocado para o curso de preparação deste concurso atual. Simplesmente passei, e a única emoção que sinto é um quê de desânimo.

Agora, é continuar batalhando para garantir a vaga, continuar me preocupando, continuar me estressando – e o dinheiro provavelmente vai parar no bolso de algum advogado, para bancar meu futuro mandado de segurança. Uma lição muito mais valiosa, verdade. (Ou pelo menos imagino que o seja). A de não subestimar prova alguma acho que aprendi de qualquer jeito. Mas dou o braço a torcer: se, apesar dos problemas com a tal da prova, consegui superá-los e ser habilitado, quem sabe não seja mesmo o caso de continuar insistindo e lutando do jeito que for, até poder (ou não) tomar posse? Na minha imaginação fértil, já posso até ver um daqueles filmes de artes marciais em que o protagonista sai enfrentando todo tipo de oponente até chegar ao campeão, derrotá-lo e tomar seu lugar. Ou, então, uma história de vingança em que o protagonista sai eliminando todos os alidos daquele que destruiu  sua vida, até seu objetivo final. Ou um filme de esportes em que uma equipe desacreditada vai, surpreendentemente, vencendo cada pequeno torneio, até se tornar campeã nacional. Dentre várias outras possibilidades de histórias clichês.

Mas paro por aqui, e aguardemos o próximo episódio.

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