Acho que já deu para perceber que um dos meus temas preferidos para elucubrações são nostalgias e reminiscências em geral. Este post é sobre isso.
Hoje, chegando à faculdade, encontrei uma rodinha de amigos conversando sobre Família Dinossauro, que sem dúvida é um dos ícones da minha infância – e, com certeza, também da de muita gente por aí. Quem foi criança nos anos 90 certamente há de lembrar de bordões clássicos tipo “Querida, cheguei!”, “De novo! De novo!”, ou ainda o clássico “Não é a mamãe!”. Mas eu confesso que tinha medo da Família Dinossauro, quando era menor. Assistia todo dia e gostava, mas tinha medo. De qualquer jeito, era mágico.
E o Baby era insuperável! Olha só:
Sério mesmo: eu tive crise de riso (re)vendo isso. Tem outra cena memorável (e impagável!) em que o Dino tenta ensiná-lo a falar papai… só que ele não é a mamãe! Ou isso é mesmo muito hilário, ou sou eu que ando abobado e tendo crises de riso por qualquer motivo (o que não é assim tão mau, afinal).
Mas o primeiro episódio que sempre me vem em mente, quando falam em Família Dinossauro, é o da vida após a morte, em que a Vovó Zilda (ao menos aparentemente) morre e volta à vida várias vezes. Não lembro dos detalhes, mas lembro de ficar olhando meio abobalhado, meio assustado para a televisão, pouco antes do almoço, mas sem desgrudar os olhos da tela. Hoje tive a curiosidade de pesquisar a respeito, e, segundo o TV.com, é o episódio número 18 da segunda temporada, The Last Temptation of Ethyl, e ela realmente morria e ressuscitava. Sendo a Wikipédia, ela passava, na verdade, era por uma experiência de quase-morte. Acho que só mesmo assistindo de novo para poder saber.
Outro de que eu sempre lembro é o episódio em que cresce um chifre dourado no Baby, transformando-o em objeto de adoração. Hoje descobri que é o primeiro episódio da segunda temporada, The Golden Child. E eu ficava, novamente, meio abobado, meio assustado com aquilo, mas não desgrudava os olhos da tela. E achava o máximo. No final, o Dino ia tocar o chifre do Baby, que simplesmente caía, fazendo tudo voltar ao normal. E eu ficava me perguntando, mas como assim?, e ainda gostando.
Pergunto-me se hoje alguma emissora de tevê faria algum programa assim. Programação infantal politicamente incorreta, ácida, sarcástica – um tapa na cara do american way of life –, daquelas boas mesmo. Claro que ainda há boa programação infantil: eu sou fã assumido, por exemplo, de As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy. Não conheço nenhum outro desenho atual em que sejam despejadas frases tipo “A felicidade é o caminho mais curto para a estupidez”. Mas ainda assim, não é a mesma coisa: os personagens não são dinossauros antropomorfizados. Não tem o mesmo charme da Família Dinossauro.
Parece que algum tempo atrás, esse seriado andou sendo exibido novamente na tevê aberta brasileira, mas, salvo engano, era num horário que eu não poderia assistir. (Para falar a verdade, difícil seria encontrar um horário em que eu poderia parar em frente à televisão e assistir qualquer coisa). Provavelmente já saiu do ar novamente. É o tipo de coisa que me faz falta na tevê, assim como os desenhos do Charlie Brown e Snoopy, afinal, hoje só se vê Big Brother. Quanto às crianças, então, nem sei o que elas assistem.
Tô velho, só pode.









Incrível! Esse episódio da morte da Vovó Zilda é um dos que eu me lembro mais, tinha alguma coisa lá que me deixava inquieto e intrigado. Haha, lembro do chifre dourado também…
Falando de medo, eu tinha um pouco de receio em relação ao chefe do Dino, já não ia com a cara dessas autoridades autoritárias :p
Eu achava muito engraçados os programas da televisão deles. Ah, teve uma vez que eles fizeram parte de uma sociedade secreta…será que foi no mesmo episódio do chifre…é, reforço o que você disse: “Tô velho, só pode”.
ele era d+
a familia dinossauro divertia todo mundo