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Criando um dachshund

Hoje faz uma semana que estou criando aqui em casa um cão dachshund (ou teckel – nome oficial da raça –, ou salsichinha, ou cofap, como você preferir), o Dexter. Na sexta-feira, dia 08, minha amiga o encontrou perdido no Lago Sul. No sábado, dia 09, perguntou se eu gostaria de ficar com ele, e eu aceitei na hora. No domingo, dia 10, ele chegou aqui em casa, e, desde então, as coisas por aqui mudaram consideravelmente. Só tem um problema: acho que este cachorro e eu não servimos um para o outro…

Ter um cachorro é ótimo. Como ele fica solto pela casa, acaba sendo uma companhia bem mais presente que a das minhas chinchilas, além de trazer mais agitação. É também muito mais carinhoso, e a hora do passeio fica bem mais divertida, por poder ser fora de casa. Nunca fui muito de xodó com animais, mas só porque não sabia o quanto isso era bom; porque nunca tinha tido um animal de estimação assim de verdade – minha mãe nunca deixou.

Quando eu era criança, tínhamos em casa um papagaio, o Minha Rosa (é, era assim que ele era chamado: no feminino, e com o pronome possessivo fazendo parte do nome), mas ele nunca deixava eu chegar perto, nem para trocar água e comida, nem para tentar brincar, então, de certa forma, acabava não contando. E minha mãe nunca aceitou outro animal lá em casa: sempre que alguma gata de rua dava cria no nosso quintal, mesmo eu implorando para ficar com um dos gatinhos, ela enfiava todos os filhotes dentro de um saco plástico, amarrava, pegava o carro e ia jogá-los do alto de um viaduto que passava sobre a linha do trem. Não sou muito bom em estimar medidas, mas imagino que do alto do Viaduto do Mafuá até o fundo da linha do trem deva dar uns dez metros de altura. (Procurei uma foto para pôr aqui mas não encontrei; absurdo. Lembrar de tirar uma quando chegar a Teresina).

A única exceção que ela já abriu a isso foi um filhote de pequinês com poodle, a quem eu chamava de Teddy. Lembro que ele era branquinho e bem pequeno, mas não tenho muitas lembranças de brincar com ele. O pobrezinho era proibido de entrar dentro de casa, e até para ir ao quintal ele sofria restrições: era obrigado a ficar num beco todo úmido e cheio de lodo, mas onde ao menos ele tinha algum espaço para correr. As lembranças mais fortes que eu tenho são dele latindo para mim, feliz da vida, pela janela que dava para esse bequinho. Assim que ele começou a crescer e não cabia mais dentro do beco, minha mãe o deu de presenta para a empregada, e lá se foi embora meu cachorro, com quem, afinal, eu nunca tive muito contato…

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Projeto 365

Canon Powershot Pro1Então que uma das minhas resoluções de ano novo foi começar e levar a cabo o Projeto 365. Fazia um tempinho que queria participar dele, que sempre me pareceu interessante. E poderia ter começado em qualquer dia que quisesse, mas o dia de ano novo, por razões bem óbvias (para não dizer clichês) acabou sendo o escolhido para isso. A idéia original, pelo que encontrei de informações na web, foi de Taylor McKnight, em 2004, e consiste em todo dia, durante um ano, tirar uma foto e publicá-la. A idéia é tão boa que logo muita gente ao redor do mundo resolveu aderir, e surgiu até um grupo no Flickr – ao que me consta, até hoje movimentadíssimo.

O texto a seguir é do site oficial do projeto, em tradução livre:

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O pequeno mas poderoso guia para descobrir suas paixões

Comecei a traduzir este texto do Leo Babauta, do blog Zen Habits, que a moça Thahy retuitou faz um tempão, depois que terminei a redação d’Aquela Que Não Deve Ser Nomeada (a.k.a monografia), , numa noite chuvosa e feliz, mas acabei deixando de mão por um tempo. Hoje, lutando para resolver umas pendengas de ultimíssima hora com a faculdade (e a minha é uma das instituições mais paunocu que já conheci), ele voltou a me parecer bastante apropriado para mim que estou terminando – finalmente – a faculdade (ou, pelo menos, espero estar), e não sei o que fazer da vida depois disso, e há certamente de ser também útil para muita gente mais. Quanto aos problemas uenebísticos, só peço uma coisa: desejem-se sorte, por favor.

O Zen Habits não aceita comentários, e o Leo Babauta não usa email, então não pude entrar em contato com ele para pedir permissão para traduzir o texto. Vai sem autorização, mesmo: estava precisando compartilhar isso. Se, de algum modo, eu souber que isso desagradou o autor, apago imediatamente. Para quem quiser, segue o link para o texto original.

* * *

A realização suprema é tornar indistinta a linha divisória entre o trabalho e a diversão.
(Arnold Toynbee)

A felicidade que resulta de fazer algo que você ama

Seguir suas paixões pode ser algo difícil, mas descobrir quais são elas pode ser ainda mais elusivo.

Sou sortudo – descobri minha paixão, e a estou vivendo. Posso atestar que é a coisa mais maravilhosa, poder tirar seu sustento daquilo que você ama.

E assim, neste pequeno guia, eu gostaria de ajudá-los a começar a descobrir o que vocês amam fazer. Este é o problema mais comum de vários leitores do Zen Habits – incluindo vários que recentemente entraram em contato comigo via Twitter.

Isto será aquela coisa que lhe dará motivação para levantar da cama, de manhã, e gritar “Estou vivo(a)! Posso sentir, baby!”, e assustar seus familiares ou qualquer um que possa ouvi-lo.

O guia não é abrangente, e não encontrará suas paixões por você, mas irá ajudá-lo(a) a descobri-las.

Eis como.

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Saudades daqui

Quando chegar em casa, vou procurar postar algo. Por ora, é só agüentar o chá de cadeira e a encheção de saco da UnB.

Discurso para as eras

Trecho do filme O Egípcio (The Egypcian, EUA, 1954). Abaixo, transcrição/tradução dos diálogos, começando um pouco mais cedo que o ponto em que começa o filme, e termina um pouco depois.

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A verdade sobre o mundo acadêmico

Recebi este texto por email, de uma amiga. Não sei quem é o autor, mas quem tá escrevendo monografia / tese / dissertação como eu já deve ter se tocado de que é a mais pura verdade…

* * *

Num dia lindo e ensolarado o coelho saiu de sua toca com seu notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali uma raposa, e viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:

– Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?

– Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.

– Hummmm… e qual é o tema da sua tese?

– Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.

A raposa ficou indignada:

– Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos!

– Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu te mostro minha prova experimental.

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Carnivàle

Personagens da 1ª temporada de CarnivàleDomingo passado, terminei de assistir as duas temporadas de Carnivàle, seriado fantástico torpemente cancelado pela HBO devido à queda na audiência, que não compensava o elevado custo de produção. Ambientada nos Estados Unidos da década de 1930, em plena Grande Depressão (época a que o autor da série se refere como a última grande era da magia), Carnivàle é uma batalha épica entre o Bem e o Mal.

Em 1934, o jovem de 18 anos chamado Ben Hawkins (Nick Stahl) vê sua mãe falecer, enquanto sua pequena propriedade rural, em Milfay, Oklahoma, é tomada por um banco, e acaba sendo acolhido por um circo. Enquanto isso, em Mintern, Califórnia, um pastor metodista, o Irmão Justin Crowe (Clancy Brown), esforça-se por estabelecer um local de culto para os imigrantes que chegavam de vários Estados, fugindo do dust bowl e da recessão econômica. Ambos passam a compartilhar sonhos e visões surreais que os colocam em busca do mesmo homem, Henry Scudder, e descobrem ser portadores de dons fantásticos. E há ainda a jovem cartomante Sofie (Clea DuVall), em busca de um lugar onde se sinta em casa…

A série tem toda uma complexa mitologia, infelizmente ainda não totalmente explicada, devido ao cancelamento prematuro. (Previstas inicialmente seis temporadas, apenas duas foram produzidas). A produção, como era de se esperar de uma série da HBO, é impecável. As atuações são das boas, a história é excelente, a estética é fascinante, e a trilha sonora composta por Jeff Beal é formidável, feita como se fosse para cinema. Saca só:

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